<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3745725543973972306</id><updated>2011-04-21T16:18:17.824-07:00</updated><title type='text'>ASSOCIAÇÃO VIAGEM AO PASSADO</title><subtitle type='html'>Associação Sem Fins Lucrativos de Defesa do Património Cultural e Natural Português.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>prevue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04915090667325725996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SfBM288nMWI/AAAAAAAAAAM/PlhRkzhM2W8/S220/sem+t%C3%ADtulo.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3745725543973972306.post-2169236093039379016</id><published>2009-05-12T02:29:00.001-07:00</published><updated>2009-06-01T06:31:36.447-07:00</updated><title type='text'>*****  ANTROPOLOGIA  *****</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglBnRGGkUI/AAAAAAAAAF8/7xAWpu2hJtw/s1600-h/Da_Vinci_Vitruve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334867376456765762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglBnRGGkUI/AAAAAAAAAF8/7xAWpu2hJtw/s320/Da_Vinci_Vitruve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Etimologicamente, a antropologia é a ciência que estuda o homem ou a humanidade em geral. De há dois séculos até á actualidade, esta palavra tem tomado sentidos diferentes e aplica-se a realidades diversas. Antes do século XIX, incidia sobretudo na unicidade e na especificidade do homem em relação aos outros animais (o Tratado de Antropologia de Kant é não mais do que um tratado de psicologia humana). Por meados do século XIX, certos sábios insistem , pelo contrário, no carácter natural da espécie humana e sobre as suas diferenciações físicas e psíquicas. Após diversas evoluções de conteúdo e de sentido do termo "antropologia", conforme as escolas e por vezes conforme os autores, é possível distinguir alguns domínios mais importantes estudados por esta disciplina "polivalente".&lt;br /&gt;A antropologia física estuda o homem fóssil ou actual nas suas características anatómicas, fisiológicas e raciais, tanto do ponto de vista da sua evolução zoológica como das suas diferenciações geográficas. Engloba dimensões muito variadas que vão da paleontologia humana à antropologia psicobiológica dos grupos actuais.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A antropologia social aplica-se sobretudo à observação das técnicas, usos, costumes, crenças, regras de conduta e de comportamento de um determinado grupo social.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A antropologia filosófica é uma disciplina filosófica, extensa e não muito definida, que procura conferir ao estudo filosófico do homem e do lugar que este ocupa no mundo uma base científica, coordenando a filosofia com a biologia e com a psicologia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3745725543973972306-2169236093039379016?l=associacaoviagemaopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/feeds/2169236093039379016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3745725543973972306&amp;postID=2169236093039379016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/2169236093039379016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/2169236093039379016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/2009/05/etimologicamente-antropologia-e-ciencia.html' title='*****  ANTROPOLOGIA  *****'/><author><name>prevue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04915090667325725996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SfBM288nMWI/AAAAAAAAAAM/PlhRkzhM2W8/S220/sem+t%C3%ADtulo.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglBnRGGkUI/AAAAAAAAAF8/7xAWpu2hJtw/s72-c/Da_Vinci_Vitruve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3745725543973972306.post-7545418196036237451</id><published>2009-05-07T07:36:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T04:39:05.808-07:00</updated><title type='text'>Castros</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglMPX1vGWI/AAAAAAAAAGU/_Mhqp8tYLpU/s1600-h/Terrosol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334879060578212194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglMPX1vGWI/AAAAAAAAAGU/_Mhqp8tYLpU/s320/Terrosol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglL5f2ap7I/AAAAAAAAAGM/t4eJyM3ZRxQ/s1600-h/recons.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334878684771428274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglL5f2ap7I/AAAAAAAAAGM/t4eJyM3ZRxQ/s320/recons.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333091260223274994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SgLyPshZP_I/AAAAAAAAAFs/kW86wPE9Gps/s320/1303_56_2548.jpg" border="0" /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglLVJ0NWOI/AAAAAAAAAGE/Ivo6l7duEb0/s1600-h/const+tipo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334878060381296866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglLVJ0NWOI/AAAAAAAAAGE/Ivo6l7duEb0/s320/const+tipo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Os Castros&lt;br /&gt;A origem dos castros, antigos povoados estrategicamente implantados a grandes altitudes, privilegiando de boas condições naturais de defesa e visibilidade e próximos de linhas de água, remontam ao final da Idade do Bronze, cerca de 1000 anos a. C.Inicialmente, as estruturas habitacionais eram cabanas de madeira e colmo. Mais tarde, casas feitas de pedra, de planta circular, quadrangular ou rectangular (o que para alguns arqueólogos é sinónimo de influência romana), passaram a ser o espaço ocupado por estas populações - fruto do decorrer dos tempos e da evolução das técnicas de construção. Entre outros, o granito é o material mais usado nestas construções.A criação de gado, a recolecção, o artesanato e uma agricultura ainda incipiente, eram algumas das actividades a que se dedicavam estas comunidades, sendo especificamente do foro do homem a caça, a guerra e os trabalhos metalúrgicos. No que concerne à religião, vários deuses relacionados com a guerra e as forças da natureza eram adorados por estes povos.Alguns castros são abandonados ainda durante a Idade do Ferro, contudo, em maior ou menor escala, muitos são os que sofrem a acção da romanização. Muitos destes povoados mantiveram, mesmo, um nível de ocupação durante a Idade Média.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Segundo &lt;a href="http://algarvivo.com/arqueo/arqueologos/alarcao.html"&gt;Jorge de Alarcão&lt;/a&gt; «aos castros, deram os Romanos o nome de castella, que aparece nas inscrições do século I d.C. sob a forma abreviada de um C invertido [...]» &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*** Os Castros (Wikipédia)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Castro são as ruínas ou restos arqueológicos de um tipo de povoado da &lt;a title="Idade do Ferro" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_do_Ferro"&gt;Idade do Ferro&lt;/a&gt; característico das montanhas do noroeste da &lt;a title="Península Ibérica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PenÃ&amp;shy;nsula_IbÃ©rica"&gt;Península Ibérica&lt;/a&gt;, na &lt;a title="Europa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Europa"&gt;Europa&lt;/a&gt;. Os povoados eram construídos com estruturas predominantemente circulares, revelando desde cedo a implementação de uma «civilização da pedra», quer nas zonas de granito quer nas de xisto.&lt;br /&gt;Uma cividade (substantivo feminino antigo de cidade) ou Citânia é um castro de maiores dimensões e importância, habitado continuamente. A designação Citânia é comparado com o "Cytian" dos povoados fortificados nas ilhas Britânicas.&lt;br /&gt;Durante muito tempo consideraram-se os castros como "povoados fortificados", mas esta designação, consagrada pelo uso, é evidentemente muito redutora, porque recobre realidades arqueológicas muito diversas e susceptíveis de variadíssimas interpretações. Recentemente, tem-se vindo a aperceber que estes sítios são de uma enorme a complexidade, que de maneira alguma se podem apenas subsumir numa qualquer "cultura" local (ou várias), e muito menos numa "função" militar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arqueologia&lt;br /&gt;Os castros estão quase invariavelmente localizados no topo de montes que são defesas naturais e permitem o controle táctico dos campos em redor. Estes montes tinham sempre &lt;a title="Fonte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fonte"&gt;fontes&lt;/a&gt; ou pequenas &lt;a title="Ribeira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeira"&gt;ribeiras&lt;/a&gt;, e naqueles mais desprovidos de água eram construídos &lt;a title="Reservatório" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ReservatÃ³rio"&gt;reservatórios&lt;/a&gt; pelas populações, provavelmente para resistir aos cercos.&lt;br /&gt;Um castro típico é fortificado por uma até quatro &lt;a title="Muralha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Muralha"&gt;muralhas&lt;/a&gt;, mas mais comummente três, que complementam as defesas naturais do sítio. As casas têm cerca de três a cinco metros de diâmetro, e são na sua maioria circulares com algumas rectangulares, feitas de pedra solta e terra, com telhado cónico de &lt;a title="Colmo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Colmo"&gt;colmo&lt;/a&gt; suspenso por um pilar de madeira central. As ruas são algo regulares, sugerindo organização social avançada. Os castros variam de algumas dezenas a algumas centenas de metros em diâmetro.&lt;br /&gt;Julga-se que os castros eram locais de refúgio durante as guerras tribais &lt;a title="Celtas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celtas"&gt;Célticas&lt;/a&gt; e pré-Célticas, mas muitos, incluindo todas as citânias, eram verdadeiros centros populacionais continuamente habitados.&lt;br /&gt;&lt;a id="Hist.C3.B3ria" name="Hist.C3.B3ria"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;História &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Castros já existiam durante o &lt;a title="Neolítico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/NeolÃ&amp;shy;tico"&gt;Neolítico&lt;/a&gt; e a &lt;a title="Idade do Bronze" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_do_Bronze"&gt;Idade do Bronze&lt;/a&gt;, muito antes das invasões &lt;a title="Celtas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celtas"&gt;Célticas&lt;/a&gt;. Julga-se que a &lt;a title="Iberos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iberos"&gt;Cultura Ibérica&lt;/a&gt; desses povoados se misturou com os elementos &lt;a title="Celtas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celtas"&gt;célticos&lt;/a&gt; sem quebras de continuidade. O &lt;a title="Celtas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Celtas"&gt;Céltico&lt;/a&gt;, provavelmente o dialecto &lt;a class="mw-redirect" title="Goidélico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GoidÃ©lico"&gt;Goidélico&lt;/a&gt;, tornou-se a &lt;a title="Lingua franca" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lingua_franca"&gt;lingua franca&lt;/a&gt; de toda a Cultura Atlântica. Muitos dos &lt;a class="mw-redirect" title="Megalito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Megalito"&gt;megalitos&lt;/a&gt; da Idade do Bronze como &lt;a title="Menir" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Menir"&gt;menires&lt;/a&gt; e &lt;a title="Dólmen" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/DÃ³lmen"&gt;dólmenes&lt;/a&gt; estão situados em regiões em que também há castros, e são anteriores aos Celtas quer em &lt;a title="Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal"&gt;Portugal&lt;/a&gt; e na &lt;a title="Galiza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galiza"&gt;Galiza&lt;/a&gt;, quer na costa atlântica da &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FranÃ§a"&gt;França&lt;/a&gt;, &lt;a title="Grã-Bretanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GrÃ£-Bretanha"&gt;Grã-Bretanha&lt;/a&gt; e &lt;a title="Irlanda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irlanda"&gt;Irlanda&lt;/a&gt;. Estes monumentos continuaram a ser utilizados pelos &lt;a title="Druida" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Druida"&gt;druidas&lt;/a&gt; celtas.&lt;br /&gt;Os &lt;a title="Império Romano" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ImpÃ©rio_Romano"&gt;Romanos&lt;/a&gt; destruíram muitos castros, devido à resistência feroz dos povos castrejos ao seu domínio, mas alguns foram aproveitados e expandidos como cidades romanas. Segundo Jorge de Alarcão "Aos castros, deram os Romanos o nome de castella, que aparece nas inscrições do século I d.C. sob a forma abreviada de um C invertido[...]"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Localização&lt;br /&gt;A zona nuclear castreja corresponde a toda a &lt;a title="Galiza" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Galiza"&gt;Galiza&lt;/a&gt; e à região portuguesa de Entre-Douro-e-Minho que confina a leste com a área ocupada na antiguidade pelos povos da etnia &lt;a class="mw-redirect" title="Zoelae" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zoelae"&gt;Zoelae&lt;/a&gt; para além do &lt;a title="Rio Sabor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Sabor"&gt;rio Sabor&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Existe uma grande densidade de castros no Alto Minho, em especial nos territórios dos concelhos de &lt;a title="Caminha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caminha"&gt;Caminha&lt;/a&gt;, &lt;a title="Vila Nova de Cerveira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_Nova_de_Cerveira"&gt;Vila Nova de Cerveira&lt;/a&gt;, &lt;a title="Valença (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ValenÃ§a_(Portugal)"&gt;Valença&lt;/a&gt;, &lt;a title="Paredes de Coura" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paredes_de_Coura"&gt;Paredes de Coura&lt;/a&gt;, &lt;a title="Viana do Castelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viana_do_Castelo"&gt;Viana do Castelo&lt;/a&gt;, &lt;a title="Ponte de Lima" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_Lima"&gt;Ponte de Lima&lt;/a&gt; e &lt;a title="Esposende" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esposende"&gt;Esposende&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;No entanto, na bacia do Ave-Vizela existe um maior conjunto de castros de grande dimensão: a &lt;a title="Citânia de Sanfins" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CitÃ¢nia_de_Sanfins"&gt;Citânia de Sanfins&lt;/a&gt;, &lt;a title="Citânia de Briteiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CitÃ¢nia_de_Briteiros"&gt;Citânia de Briteiros&lt;/a&gt;, &lt;a title="Cividade de Bagunte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cividade_de_Bagunte"&gt;Cividade de Bagunte&lt;/a&gt;, o &lt;a title="Castro de Alvarelhos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Alvarelhos"&gt;Castro de Alvarelhos&lt;/a&gt; e ainda nas proximidades a &lt;a title="Cividade de Terroso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cividade_de_Terroso"&gt;Cividade de Terroso&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Menos densas são a região de Basto e ainda menos densa é a planície litoral a Sul do Douro. Em Trás-os-Montes, existe uma concentração significativa nas zonas de terras altas, com altitude superior a 750 metros, nos concelhos de &lt;a title="Montalegre" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Montalegre"&gt;Montalegre&lt;/a&gt;, &lt;a title="Boticas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boticas"&gt;Boticas&lt;/a&gt; e parte dos concelhos de &lt;a title="Vinhais" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinhais"&gt;Vinhais&lt;/a&gt; e &lt;a title="Bragança (Portugal)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BraganÃ§a_(Portugal)"&gt;Bragança&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Novas perspectivas sobre a celtização do NO de Portugal e o território dos Callaeci Bracari valorizam características culturais e linguísticas de filiação céltica no substrato castrejo, ainda com forte expressão durante o período galaico-romano (inscrição da Fonte do Ídolo em Braga e o nome da cidade galaico-romana de &lt;a title="Tongóbriga" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/TongÃ³briga"&gt;Tongóbriga&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;Também há alguns castros no Centro de Portugal e nas &lt;a title="Astúrias" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AstÃºrias"&gt;Astúrias&lt;/a&gt; (região de Espanha). Povoados semelhantes também foram encontrados na &lt;a title="França" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FranÃ§a"&gt;França&lt;/a&gt; Atlântica (&lt;a title="Bretanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bretanha"&gt;Bretanha&lt;/a&gt;), &lt;a title="Grã-Bretanha" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GrÃ£-Bretanha"&gt;Grã-Bretanha&lt;/a&gt; e &lt;a title="Irlanda" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irlanda"&gt;Irlanda&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a id="Estruturas_muradas" name="Estruturas_muradas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estruturas muradas &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Observam-se normalmente cinco tipos diferentes de muros castrejos:&lt;br /&gt;Muralha de alinhamento, espessura e aparelho irregulares constituída or camadas de pedras colocadas horizontalmente, como ocorre no Castro do Coto da Pena.&lt;br /&gt;Muralha espessa com duas faces regularizadas de grandes blocos preenchidos por um aglomerado de pedras sem argamassada, como ocorre no Castro de Sabroso.&lt;br /&gt;Uma grande construção constituída por dois muros paralelos de faces verticais, normalmente de grandes blocos dispostos irregularmente, com intervalo preenchido por terra, tal como acontece na Cividade de Terroso.&lt;br /&gt;Construção sólida com muros de reforço adossados tal como ocorre no Castro de Romariz.&lt;br /&gt;Muralha simples com espessura média de 1,50 metros, normalmente formada por dois paramentos paralelos, tal como ocorre na &lt;a title="Citânia de Briteiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CitÃ¢nia_de_Briteiros"&gt;Citânia de Briteiros&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a id="Fases" name="Fases"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fases&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A cultura castreja formou-se num contexto atlântico com relações continentais e mediterrânicas por volta do ano 900 a.C.&lt;br /&gt;A segunda fase inicia-se por volta de 500 a.C. e desenvolve-se com as migrações &lt;a title="Túrdulos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/TÃºrdulos"&gt;túrdulas&lt;/a&gt;, o comércio púnico e as primeiras importações provenientes da Península Itálica. É igualmente a fase da chegada de elementos étnicos célticos cujos contornos cronológicos e históricos devem ser entendidos no âmbito dos diversos processos regionais de celtização peninsular.&lt;br /&gt;A terceira fase é a da proto-urbanização da cultura castreja com apogeu e declínio na era da romanização.&lt;br /&gt;&lt;a id="Candidatura_a_patrim.C3.B3nio_mundial" name="Candidatura_a_patrim.C3.B3nio_mundial"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Candidatura a património mundial&lt;br /&gt;Os castros do Noroeste de Portugal e Galiza serão conjuntamente avaliados pela &lt;a class="mw-redirect" title="UNESCO" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/UNESCO"&gt;UNESCO&lt;/a&gt; para serem candidatos a &lt;a class="mw-redirect" title="Património mundial" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PatrimÃ³nio_mundial"&gt;património mundial&lt;/a&gt;. Entre as 7 mil ruínas de castros galaicos, seis foram seleccionados por reunirem condições para a candidatura e serão posteriormente avaliados por inspectores da UNESCO.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estes são:&lt;br /&gt;Candidatos da linha da frente a serem avaliados pela UNESCO:&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Castro Monte Mozinho (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castro_Monte_Mozinho&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Castro Monte Mozinho&lt;/a&gt; - &lt;a title="Penafiel" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Penafiel"&gt;Penafiel&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Castro Romariz (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castro_Romariz&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Castro Romariz&lt;/a&gt; - &lt;a title="Santa Maria da Feira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_da_Feira"&gt;Santa Maria da Feira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Citânia de Briteiros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CitÃ¢nia_de_Briteiros"&gt;Citânia de Briteiros&lt;/a&gt; - &lt;a title="Guimarães" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/GuimarÃ£es"&gt;Guimarães&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Citânia de Sanfins" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CitÃ¢nia_de_Sanfins"&gt;Citânia de Sanfins&lt;/a&gt; - &lt;a title="Paços de Ferreira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PaÃ§os_de_Ferreira"&gt;Paços de Ferreira&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Cividade de Terroso" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cividade_de_Terroso"&gt;Cividade de Terroso&lt;/a&gt; - &lt;a title="Póvoa de Varzim" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/PÃ³voa_de_Varzim"&gt;Póvoa de Varzim&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Castros na linha da frente (um deles ou ambos):&lt;br /&gt;&lt;a title="Castro de São Lourenço" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_SÃ£o_LourenÃ§o"&gt;Castro de São Lourenço&lt;/a&gt; - &lt;a title="Esposende" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esposende"&gt;Esposende&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Citânia de Santa Luzia (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cit%C3%A2nia_de_Santa_Luzia&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Citânia de Santa Luzia&lt;/a&gt; - &lt;a title="Viana do Castelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Viana_do_Castelo"&gt;Viana do Castelo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Castros candidatos à linha da frente:&lt;a title="" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro#cite_note-0"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Castro do Pópulo (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castro_do_P%C3%B3pulo&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;castro do Pópulo&lt;/a&gt; - &lt;a title="Alijó" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AlijÃ³"&gt;Alijó&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Castro de Palheiros (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castro_de_Palheiros&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Castro de Palheiros&lt;/a&gt; - &lt;a title="Murça" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/MurÃ§a"&gt;Murça&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até &lt;a title="2010" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2010"&gt;2010&lt;/a&gt;, por altura da formalização da candidatura, espera-se que este número chegue às duas dezenas.&lt;br /&gt;&lt;a id="Ver_tamb.C3.A9m" name="Ver_tamb.C3.A9m"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ver também&lt;br /&gt;&lt;a title="Berrão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BerrÃ£o"&gt;Berrão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Cultura castreja" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_castreja"&gt;Cultura castreja&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Draganos" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Draganos"&gt;Draganos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="mw-redirect" title="Geografia romana em Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_romana_em_Portugal"&gt;Geografia romana em Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="mw-redirect" title="Lista de castros" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_castros"&gt;Lista de castros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="mw-redirect" title="Lista de castros de Portugal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_castros_de_Portugal"&gt;Lista de castros de Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="Pedra Formosa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_Formosa"&gt;Pedra Formosa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="Refer.C3.AAncias" name="Refer.C3.AAncias"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;Coelho Ferreira da Silva, Armando- A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal Museu Arqueológico da Citânia de Sanfins, 1986&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/rg/RGVE1999_007.pdf" href="http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/rg/RGVE1999_007.pdf" rel="nofollow"&gt;Alarcão, Jorge de- Populi, Castella e Gentilitates. Revista de Guimarães. Volume Especial, I, Guimarães, 1999. Casa de Sarmento&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.ricardocosta.com/pub/castro.htm" href="http://www.ricardocosta.com/pub/castro.htm" rel="nofollow"&gt;COSTA, Ricardo da. "52. A cultura castreja (c. III a.C. - I d.C.): a longa tradição de resistência ibérica", em Revista Outros Tempos, São Luís, Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), volume 3, 2006 (ISSN 1808-8031), p. 37-58.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Coutinhas, José Manuel - "Callaeci Bracari - aproximação à identidade etno-cultural". Porto. 2006.&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/pcaldas/PCaldas070.pdf" href="http://www.csarmento.uminho.pt/docs/ndat/pcaldas/PCaldas070.pdf" rel="nofollow"&gt;Guimarães Apontamentos para a sua História. Padre António José Ferreira Caldas.2.ª Edição, Guimarães, CMG/SMS, 1996, parte I, pp. 240/243&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="Refer.C3.AAncias_2" name="Refer.C3.AAncias_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;a title="" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro#cite_ref-0"&gt;↑&lt;/a&gt; &lt;a class="external free" title="http://jn.sapo.pt/2007/01/17/norte/castro_podera_patrimonio_mundial.html" href="http://jn.sapo.pt/2007/01/17/norte/castro_podera_patrimonio_mundial.html" rel="nofollow"&gt;http://jn.sapo.pt/2007/01/17/norte/castro_podera_patrimonio_mundial.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a id="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas" name="Liga.C3.A7.C3.B5es_externas"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ligações externas&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n1/folder/209-242.pdf#search=" href="http://www.ipa.min-cultura.pt/pubs/RPA/v8n1/folder/209-242.pdf#search=%22%22pr%C3%A9celtique%22%22" rel="nofollow"&gt;Les castros vettons et leurs populations au Second Âge du Fer&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="external text" title="http://www.castrenor.com" href="http://www.castrenor.com/" rel="nofollow"&gt;Guia de Castros da Galiza e o Norte de Portugal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Obtido em "&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro&lt;/a&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;******************************************************&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;ROTA DOS CASTROS (FUNDÃO)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Castro da Cabeça Gorda(Alcaria/Peroviseu) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;História-Referido por Martins Sarmento na sua «Expedição Científica à Serra da Estrela» (1881) foi no entanto estudado recentemente por Raquel Vilaça. Espaço que compreende aglomerados graníticos de grandes dimensões, são visíveis alguns troços de muralhas e alinhamentos de pedra correspondentes, talvez, a antigas construções. Mós manuais e cerâmica inserem este castro no Bronze Final/Ferro inicial.&lt;br /&gt;Como Chegar-Tomando a direcção de Freguesia de Peroviseu, cortar junto ao acesso à Central de Compostagem (Quinta das Areias). Seguindo a sinalética, tome-se o caminho que circunda esta unidade de tratamento de resíduos sólidos urbanos até se atingir o ponto indicado in situ.&lt;br /&gt;O Percurso-Assim que se começa a subir em direcção ao Castro, temos, junto à estrada a importante estação romana da Quinta da Boutocela, com vestígios ainda da Alta Idade Média, concretamente duas sepulturas escavadas na rocha.Como alías era habitual, o castro ocupa uma posição privilegiadíssima, dominando, pelo Norte, a Cova da Beira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Castro do Vale Feitoso(ou da Quinta da Samaria)( Peroviseu)&lt;/span&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;História-Castro identificado em 2002. Apresenta, pelo menos, dois níveis de muralhas. O povoado de uma mutilação recente, com a passagem de máquinas para abertura de caminhos. Por todo o povoado são visíveis vários alinhamentos de pedra, alguns deles correspondentes a construções. A cerâmica disseminada em grande cópia cerâmica de fabrico manual, sobretudo a «cepilhada» e brunida.Engenhos de moagem também aí se encontram com frequência. Muitas lendas se ligam a este castro: os populares falam da descoberta de potes com moedas de ouro…Digna de registo é a curiosa «Laje das cruzes», um rochedo que assinala os limites dos Concelhos do Fundão e da Covilhã e que apresenta para cima de uma trintena de inscrições cruciformes. Todavia, uma inscrição rupestre romana constitui o elemento histórico mais interessante do povoado.&lt;br /&gt;Como Chegar -Uma vez em Peroviseu tomar a direcção da Serra no Largo do Chafariz seguindo a indicação da sinalética. Já na cumeada cortar na primeira encruzilhada pelo caminho da esquerda. Medeiam cerca de 2 KM até ao povoado.&lt;br /&gt;O Percurso-A Serra das Ferrarias ou do Ferro, exibe um raro panorama paisagístico, quer para a Cova da Beira, a Sul, quer para a Serra da Estrela, da banda oposta.Inúmeros aglomerados de penedias graníticas, algumas das quais verdadeiramente colossais, constituem uma apreciável característica orográfica da Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Castro das Tapadas das Argolas(Capinha)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;História-Referido nas fontes escritas desde 1758 - «antiga fortificação» - o castro da Tapada das Argolas é a estação castreja de onde tem provindo maior numero de materiais arqueológicos, desde machados de bronze a pontas de seta. As estruturas defensivas do povoado coexistem com outros alinhamentos de pedra.Não há muito tempo, ainda eram visíveis restos de edifícios de planta circular.Dos artefactos aparecidos neste povoado para além dos machados de bronze – é de destacar uma ponta de seta de «tipo Palmela», uma faca para couro («Tranchet»), uma lâmina de espada em bronze e uma espada em ferro.A cronologia da tapada das Argolas aponta para finais do II Milénio a.C./ inícios do I Milénio a.C.&lt;br /&gt;Como Chegar-À entrada da Capinha cortar em direcção à barragem. Seguir as indicações da sinalética.&lt;br /&gt;O Percurso- De acesso algo difícil, já a meia encosta do monte se vislumbra um agradável cenário natural, que se torna particularmente belo no topo do povoado, com a Barragem da Capinha ao fundo, com o seu parque de merendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Castro dos Três Povos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;História-Povoada referido já por Martins Sarmento, ocupa uma excelente posição estratégica que permitia dominar as férteis terras que marginam a Ribeira da Meimoa e bem assim alcançar a Gardunha e a Serra de Marta. Apresenta resquícios de muralhas e, dispersa, alguma cerâmica atribuível ao Bronze Final. O castro foi romanizado encontrando-se no Museu Arqueológico José Monteiro artefactos provenientes desta estação.&lt;br /&gt;Como Chegar-Na freguesia de Escarigo seguir a indicação da sinalética. O Acesso ao castro é particularmente difícil.&lt;br /&gt;O Percurso-As povoações de Salgueiro, Quintas e Escarigo, cujo conjunto assumiu secularmente o designativo colectivo de Três Povos. Encetar o percurso que leva até à última dessas localidades pressupõem uma visita a cada uma dessas pitorescas localidades, ricas em cultura popular e edificações históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Castro da Covilhã Velha(Enxames/Vale Prazeres)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;História-O castro da Covilhã Velha possui grandes derrubes de muralhas que atestam a complexidade da sua estrutura defensiva. Os testemunhos escritos mais antigos sobre este povoado remontam a 1866, ano em que José Germano da Cunha se referiu a um edifício acastelado derruído. O mesmo autor, anos volvidos (1822), fala da existência aí de «fossos» e «vestígios de ruas».Os artefactados recolhidos neste castro, datável do Bronze Final / Idade do Ferro, não sendo abundantes são no entanto significativos. Crespo de Carvalho aventa a hipótese (muitíssimo remota, diga-se) de se ter localizado aqui a cidade lusitana de Cingínia (referida por Valério Máximo). Um soberbo capitel de coluna prova a romanização desta estação, que conheceu alias uma ocupação humana até ao período medievo.&lt;br /&gt;Como Chegar-Rumando à freguesia de Enxames tome-se o sentido de Póvoa da Palhaça.Sensivelmente a meio caminho, inflicta-se seguindo a indicação das placas. Alternativa: Pela freguesia de vale Prazeres em direcção a Póvoa da Palhaça. Virar à esquerda na rotunda que antecede essa localidade.&lt;br /&gt;O Percurso-A serra das casinhas, ou Cruzinhas, onde se acha implantado o castro é um magnifico mirante para a pequena planície onde demora a Torre dos Namorados, terras de lendas e encanto, que guarda uma das mais ricas estações romanas da região&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***** MUNICIPIO DE CHAVES *****&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;CASTRO DE CURALHA &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zona povoada desde a pré-história, o concelho de Chaves é rico em vestígios dessa época. Além das necrópoles, abundam as demonstrações de arte rupestre.Mais significativos, porém, são os vestígios da ocupação celta deste território flaviense, o qual muito recebeu em herança daquele povo. Existem dezenas de castros de origem celta, espalhados por morros e colinas, aqui e ali.No entanto,o melhor conservado é o Castro de Curalha. De todos os castros do concelho, é aquele cujas escavações e reconstruções foram mais completas e cuidadas, tornando-se, por isso, uma visita obrigatória. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica a cerca de 400 metros de altitude, numa colina visível de muitos quilómetros em volta. Dista cerca de meio quilómetro de Curalha, aldeia atravessada pela Estrada Nacional nº 103 (de Chaves a Braga), a 7 quilómetros da capital do Alto Tâmega, fazendo-se o acesso, da Nacional ao castro, por estrada de terra. Está próximo do rio Tâmega, embora bastantes metros elevado, e está actualmente povoado por pinheiros e carvalhos.O castro, instalado no topo de um morro, está dominado por um enorme pinheiro manso. Em volta dele há casas, semi-construídas ou pelo menos visíveis nas suas fundações. Rodeando estas construções, foi descoberta uma primeira cintura de muralhas, com um perímetro de cerca de 240 metros.Toda ela se encontra visível, porque foi parcialmente reconstruída. De espessura, tem entre 2 e 3 metros. É atravessada por 3 portas. Além desta cintura existem outras, num total de pelo menos cinco. Destas, a segunda e a terceira também estão parcialmente descobertas e reconstruídas. Quanto às casas do seu interior, merecem especial menção duas: uma delas, mais elevada que as outras, construída sobre os rochedos do topo, poderia ter sido a habitação do chefe do clã deste castro; outra, de maiores dimensões, supõe-se ter sido uma casa de utilização colectiva, uma vez que fica em zona central. Esta poderá ter sido a casa de reunião do conselho dos ansiãos ou, de acordo com outras opiniões, a casa onde se reunia a juventude da aldeia, a quem ali era ministrada educação. Por toda a área têm aparecido pedaços de cerâmica, alguns dos quais romanos, o que faz concluir que este castro da Idade do Ferro foi mais tarde ocupado pelos romanos, que o romanizaram.O actual estado de conservação do monumento é o resultado das campanhas de escavações que decorrem anualmente, em Setembro, desde 1974, as quais foram inicialmente orientadas pelo Professor Dr. Santos Júnior e pelo Dr. Francisco Carneiro (ambos já falecidos); são agora pelo Dr. Adérito Medeiros Freitas. No entanto, o primeiro a tratar o castro de Curalha foi o Dr. António Júlio Gomes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;***** CONIMBRIGA - UM CASTRO NO SEU INICIO *****&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;O Sítio de Conímbriga, que teria sido habitado desde o Neolítico, tem presença humana segura no Calcolítico e na Idade do Bronze, épocas originárias dos testemunhos mais antigos que até nós chegaram. É certo que os Celtas aqui estiveram: os topónimos terminados em “briga” são testemunho claro dessa presença. Conímbriga era portanto um castro quando os Romanos em 138 a.C. aqui chegaram e se apoderaram do oppidum.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;**** VILA FLOR - Bragança ****&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Castros - lugar fortificado das épocas pré - romanas, na Península Ibérica, que era um povoado permanente ou apenas refugio das povoações circunvizinhas em caso de perigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Segundo Joaquim Maria Neto (1975) existem no concelho de Vila Flor sete castros identificados e dois não identificados.Estes castros localizam-se (segundo a mesma fonte) nas freguesias de:&lt;br /&gt;Freixiel (considerado no PDM de Vila Flor como imóvel de interesse público) castro de Freixiel ,"constituído por seis muralhas...;já é considerado por distintos arqueólogos coisa fora do vulgar no tamanho e nos seus achados" (Vide Mensageiro de Bragança de 21/09/69).&lt;br /&gt;Sampaio - Há o castro de "Santa Marinha"(504 - XXXV Grande Enciclopédia de Português e Brasileiro) que foi um fortificado castrejo.&lt;br /&gt;Macedinho - Há vestígios de fortes muros (Alves, 1982 IX 153 - 576).Antigo castro fortificado, mais tarde romanizado. Existem imensos vestígios de fortes muros feitos em pedra miúda de xisto, restos de tégulas, imbrices e louça comum romana.(Morais, 1992).&lt;br /&gt;Vale Frechoso - "Há no seu termo o topónimo castelo" (Alves, 1982 IX 156)&lt;br /&gt;Vale de Torno «no sítio do cabeço murado, encontra-se um castro de que restam vestígios de uma linha de muralhas (Morais 1992).&lt;br /&gt;Vila Flor - "Fortificações castrejas existem no alto do facho, ao nordeste de Vila Flor, chamado o castro do facho" (504 - XXXV Grande Enciclopédia de Português e Brasileiro e (511 - Id.)&lt;br /&gt;Vilas Boas "Há dois grandes cabeços onde se tem encontrado ruínas de casas e de fortificações..."São o cabeço de Nossa Senhora da Assunção (delta 728) e o cabeço do Faro (11 e 12 - XXXVI G.E.P.B&lt;br /&gt;Lodões - Castro de São Pedro: Povoado fortificado sobranceiro ao Vale da Vilariça, com evidentes vestígios de romanização (Morais 1992).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;&lt;strong&gt;A propósito de castros&lt;br /&gt;Francisco Martins Sarmento&lt;br /&gt;O Panorama Contemporâneo, Coimbra, 1883-84 — 1.º págs. 9, 17 e 25&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Há dias, um amigo meu presenteou-me com dois números do&lt;br /&gt;Progresso, chamando a minha atenção para um escrito que aí vinha,&lt;br /&gt;Quatro dias na Serra da Estrela, e especialmente para a parte do&lt;br /&gt;escrito, em que; depois de falar da descoberta dum castro no alto do&lt;br /&gt;Buçaco e de entrar em algumas considerações acerca dos castros do&lt;br /&gt;nosso país, o autor, o sr. E. N., me fazia entrega do referido castro (o&lt;br /&gt;do Buçaco) para os sobreditos efeitos (a sua exploração) Agradecendo&lt;br /&gt;muito deveras as benévolas expressões que o sr. E. N. me dirige, eu&lt;br /&gt;vou dizer a razão por que me não apresso, a aceitar a sua generosa&lt;br /&gt;oferta, aproveitando a ocasião para também por minha Vez dissertar&lt;br /&gt;um pouco sobre os castros.&lt;br /&gt;Eu nunca iria explorar, nem mesmo examinar o castro do&lt;br /&gt;Buçaco, se se tratasse de aclarar o problema que o sr. E. N. propõe&lt;br /&gt;discussão — a unidade de civilização dos antigos galegos e dos antigos&lt;br /&gt;lusitanos, porque esse facto não é para mim um problema novo, mas&lt;br /&gt;um dogma velho. Se o exame dos castros fosse necessário para&lt;br /&gt;robustecer esta crença, eu tenho visto castros bastantes, para dever&lt;br /&gt;supor que a minha fé não é precisamente a fé de carvoeiro. Vou porém&lt;br /&gt;dar a lista dos que tenho visitado até hoje, para que o sr. E. N. julgue&lt;br /&gt;por si mesmo:&lt;br /&gt;Castião de Vilar de Mouros; — Castro de Riba de Âncora; —&lt;br /&gt;Castro de Mouros (Âncora); Castro de Areosa; — Castro de Nossa&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Senhora do Castro (Neiva); — Castro de Nabais; — Castro de&lt;br /&gt;Santagões; — Castro da Retorta; — Castro de Santo Ovídio, não longe&lt;br /&gt;do convento de Vairão; — Castro de Macieira da Maia; — Castro de&lt;br /&gt;Alvarelhos; — Castro de Oliveira (concelho de Famalicão); — Castro de&lt;br /&gt;Prazins (concelho de Guimarães); — Castro de Sobreposta; — Castro&lt;br /&gt;de Francoim (Felgueiras).&lt;br /&gt;Desde que vi o primeiro monte com o nome de castelo,&lt;br /&gt;desenganei-me logo que os castros e castelos se parecem como duas&lt;br /&gt;gotas de água. Fui examinando pois: — Castelo de Neiva; — Castelo&lt;br /&gt;de Casais (Junqueira); — Castelo de Guifões, que os naturais chamam&lt;br /&gt;Castelo — Castelo de Vermoim. Entre os castros, castelos e cividades&lt;br /&gt;(às vezes cidades) não há outras diferenças, senão as de dimensões, e&lt;br /&gt;nem sempre. Fui por isso examinando com a mesma atenção: —&lt;br /&gt;Cidade do Cossourado (Paredes de Coura); — Cividade de Âncora;&lt;br /&gt;Cividade de Terroso (concelho da Póvoa de Varzim); Cividade de&lt;br /&gt;Bagunte; Cividade de Refojos de Basto. Mas a grande maioria das&lt;br /&gt;nossas estações pré-históricas, pertencendo aliás a qualquer das&lt;br /&gt;categorias atrás mencionadas, perderam mesmo o seu nome genérico&lt;br /&gt;e só podem ser designadas pelo nome dos montes, outeiros, etc., em&lt;br /&gt;que se encontram. Castros, castelos ou cividades foram com certeza&lt;br /&gt;todas as ruínas que visitei nos seguintes montes: — Monte do Espírito&lt;br /&gt;Santo (junto a Vila Nova de Cerveira); — Monte de Góis (Cerveira); —&lt;br /&gt;Picôto de Mouros (parte de Vile, parte de Riba de Âncora); Monte de&lt;br /&gt;Santo Amaro (Riba de Âncora); — Monte de Santo António (Afife); —&lt;br /&gt;Monte Dor (Carreço); — Monte de Santa Luzia (Viana do Castelo); —&lt;br /&gt;MQnte de Roques (perto de Vila de Punhe); — Alto da Ponte (esquerda&lt;br /&gt;do Neiva, defronte do Castelo do mesmo nome); — Monte da Cerca&lt;br /&gt;(Vila Chá, concelho de Barcelos); — Monte de S. Lourenço (idem); —&lt;br /&gt;Monte de Laundos (concelho da Póvoa de Varzim); — Monte de S.&lt;br /&gt;Miguel (Oleiros, concelho de Guimarães); Monte da Senhora (S. Jorge&lt;br /&gt;de Selho); — Monte da Forca (Vila Nova de Sande); — Monte de Santa&lt;br /&gt;Marta (Falperra); — Montez elo (Santa Leocádia de Briteiros); —&lt;br /&gt;Monte de Santiago (Penselo, concelho de Guimarães); — Monte da&lt;br /&gt;S&lt;br /&gt;Freixo, salvo erro); — Monte de S. Domingos (Lousada); — Outeiro&lt;br /&gt;dos Mouros (em Santa Maria de Pedraça, Basto).&lt;br /&gt;Talvez esta enumeração se vá aproximando da “tremebunda&lt;br /&gt;massada”, que o sr. E. N. queria evitar aos seus leitores; mas já&lt;br /&gt;agora, não podemos parar senão no fim da jornada. Mencionarei&lt;br /&gt;portanto as seguintes ruínas, algumas de primeira ordem, e que dão&lt;br /&gt;pelos seguintes nomes: — ~ Coroa do Amonde (únicas ruínas que&lt;br /&gt;entre nós tenho visto com esta denominação); Eira dos Mouros (não&lt;br /&gt;longe do Castelo de Vermoim); — Santa Iria (Louredo, concelho. de&lt;br /&gt;Lanhoso); — Pena Província (defronte de Lanhoso); — Cidade da&lt;br /&gt;Citânia, Citânia menor, que ambas as coisas tenho ouvido chamar ás&lt;br /&gt;ruínas de Paços de Ferreira; — Calcedónia (Gerês); — Carmona&lt;br /&gt;(Carvoeiro); — Freixo (Marco de Canavezes).&lt;br /&gt;Eu ponho de lado a Citânia e Sabroso e os montes, que não&lt;br /&gt;são poucos, onde encontrei vestígios de povoações antigas muito&lt;br /&gt;apagados, tais como Santa Margarida, perto de Roriz; Monte de Santa&lt;br /&gt;Eulália, de Santo Amaro, da Senhora do Monte, nas proximidades de&lt;br /&gt;Guimarães; Chá de Cheios, no Gerez, etc., e, por isso que só dou&lt;br /&gt;conta das estações pré-históricas que vi com os meus próprios olhos,&lt;br /&gt;claro é que excluo todas aquelas que nos noticiam os nossos&lt;br /&gt;antiquários, Carvalho, Argote, Pinho Leal, etc., e igualmente aquelas&lt;br /&gt;que me têm sido indicadas e têm sido vistas por informadores de toda&lt;br /&gt;a confiança1.&lt;br /&gt;Limitando-me apenas ao resultado das minhas investigações&lt;br /&gt;pessoais, vê-se que não é estouvadamente que eu afirmo uma tal ou&lt;br /&gt;qual competência para falar de castros, se é do exame deles que&lt;br /&gt;havemos de deduzir a unidade da velha civilização da Lusitânia.&lt;br /&gt;Dir-se-á que a minha experiência pode autorizar-me a julgar,&lt;br /&gt;1 Se numa Carta geográfica se marcasse com um ponto negro as estações que tenho&lt;br /&gt;visto no Entre-Douro-e-Minho, notar-se-ia talvez que elas são mais abundantes no&lt;br /&gt;litoral, do que para o centro da província. Devo porém dizer que o meu trabalho de&lt;br /&gt;reconhecimento, porque esse o nome próprio, começou pelo litoral, que ainda não&lt;br /&gt;examinei todo. As visitas às estações do interior foram ocasionais e sem método.&lt;br /&gt;No entanto tenho razões para acreditar que a população antiga do nosso país não era&lt;br /&gt;mais densa na beira-mar, que nas outras partes.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;com mais ou menos sem-cerimónia, dos castros2 no Entre-Douro-e-&lt;br /&gt;Minho, mas de modo algum nos povos que lhe ficavam ao sul e nos&lt;br /&gt;galegos que lhe ficavam ao norte; porém, quanto à Galiza, além dos&lt;br /&gt;factos que o sr E. N. cita, e que eu podia multiplicar, donde se infere&lt;br /&gt;que os castros da Galiza, até hoje descritos, são irmãos gémeos dos do&lt;br /&gt;Minho, eu examinei também por mim mesmo as ruínas de Santa Tecla,&lt;br /&gt;a sul da Guárdia dois castros na vertente oriental do Monte Tarroso, a&lt;br /&gt;norte daquela povoação; o Monte da Senhora da Guia, sobre a Baía de&lt;br /&gt;Vigo; o Castillo del Castro, de Vigo, para poder escrever, com toda a&lt;br /&gt;consciência, que entre estas ruínas e todas as que tenho visto não há&lt;br /&gt;a menor diferença.&lt;br /&gt;Quanto à região do sul do Douro, examinei alguns castros dos&lt;br /&gt;arredores da Serra da Estrela; ouvi a descrição de muitos outros que&lt;br /&gt;me foram indicados, e, se o acaso não zombou comigo, apresentandome&lt;br /&gt;apenas os castros que tinham com os da Galiza e Minho uma&lt;br /&gt;perfeita analogia, não pode ser taxada de menos razoável a convicção&lt;br /&gt;que me possui de que ninguém achará desde o Mar Cantábrico até aos&lt;br /&gt;Hermínios, pelo menos, outros castros que não sejam um novo&lt;br /&gt;exemplar dos que até hoje tenho examinado.&lt;br /&gt;O que pode agora perguntar-se é se o exame superficial dos&lt;br /&gt;castros, isto é, a inspecção deles, desacompanhada de escavações&lt;br /&gt;mais ou menos minuciosas, é capaz de fornecer provas suficientes a&lt;br /&gt;favor da unidade da civilização entre, os povos que os habitavam. Esta&lt;br /&gt;pergunta pode ser incómoda para aqueles que se colocam no ponto de&lt;br /&gt;vista do sr. E. N., mas a mim não me incomoda nada.&lt;br /&gt;A unidade da civilização nos antigos lusitanos era para mim&lt;br /&gt;um ponto de fé, mesmo antes de pensar nos castros. Quando os&lt;br /&gt;antigos observadores, de cuja experiência. se aproveitou Estrabão, nos&lt;br /&gt;asseguram que os lusitanos, galegos, astures e cantabros, quer dizer,&lt;br /&gt;os povos ocupando a área da Lusitânia antiga3 (2), tinham os mesmos&lt;br /&gt;usos e costumes; quando, em vista da onomástica que nos resta&lt;br /&gt;2 Brevitatis causa darei o nome de castros a todas as nossas estações pré-históricas.&lt;br /&gt;3 Ainda para poupar palavras, tomo a Lusitânia no sentido em que a tomava Estrabão,&lt;br /&gt;remontando a tempos antigos — a zona da Espanha entre o Tejo e o mar da Biscaia.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;destes povos, se não pode duvidar de que eles falavam a mesma&lt;br /&gt;língua, como o atesta a analogia e às vezes a identidade dos seus&lt;br /&gt;nomes geográficos, pessoais, etc., e que tinham uma mesma religião,&lt;br /&gt;como o mostram os nomes dos seus deuses próprios (não romanos),&lt;br /&gt;seria para pasmar que eles não possuíssem uma mesma civilização, e&lt;br /&gt;que o exame ou mesmo a exploração minuciosa dos castros viesse&lt;br /&gt;destruir um facto que assenta em bases de tanta solidez. Por isso,&lt;br /&gt;estudando os castros e tentando aqui e ali alguma exploração, o que&lt;br /&gt;eu tinha em mira era conhecer a natureza e extensão dessa civilização&lt;br /&gt;e principalmente a sua origem primária; mas nunca me passou pela&lt;br /&gt;ideia a possibilidade de que a velha doutrina pudesse ser desmentida.,&lt;br /&gt;Desenganado estou, há muito, atenta a quantidade inumerável&lt;br /&gt;dos nossos monumentos arqueológicos, as dificuldades da sua&lt;br /&gt;descoberta4 e os dispêndios das escavações, de que só poderia chegar&lt;br /&gt;ao fim da minha tarefa, sonhada em momentos de entusiasmo&lt;br /&gt;insensato, se tivesse ao meu dispor duas coisas, simplesmente&lt;br /&gt;impossíveis: o elixir de longa vida e a pedra filosofal; mas dos&lt;br /&gt;resultados do trabalho microscópico, que até hoje consegui levar a&lt;br /&gt;cabo, pode ver-se se os castros favorecem ou desfavorecem a opinião&lt;br /&gt;preconcebida com que os estudei, e se a civilização material que eles&lt;br /&gt;acusam é ou não a mesma.&lt;br /&gt;A escolha da posição dos castros e o seu sistema de&lt;br /&gt;fortificações é sempre semelhante. Isto não diz nada. Escolher para&lt;br /&gt;ponto de defesa a coroa de um monte, e dificultar o seu acesso por&lt;br /&gt;meio de fossos e de muralhas, é uma coisa tão naturalmente indicada&lt;br /&gt;e tão vulgar entre os antigos, que não pode ser exclusivo de povo&lt;br /&gt;nenhum. É verdade que as muralhas dos nossos castros são em regra&lt;br /&gt;construídas de pequenas pedras, tendo uma grossura muito certa,&lt;br /&gt;entre sete e oito palmos. Esta particularidade pode ser ainda casual.&lt;br /&gt;Em alguns castros encontram-se ainda restos de calçadas; O&lt;br /&gt;lajeamento delas é sempre semelhante; assentavam-se no solo as&lt;br /&gt;pedras que se achavam à mão, maiores ou mais pequenas, e sempre&lt;br /&gt;como a natureza as dava, e, se uma grande laje acertava de ocupar&lt;br /&gt;4 Parece exageração; mas quem se der a igual trabalho dirá depois se exagero ou não.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;algum ponto de traçado do caminho, lá ficava&lt;br /&gt;a laje. Nada mais primitivo.&lt;br /&gt;Onde os castros começam a mostrar particularidades mais&lt;br /&gt;características é nas casas, principalmente nas casas circulares. Não&lt;br /&gt;faltam castos, onde quem quer pode examinar restos de casas&lt;br /&gt;circulares; tais são: Citânia, Sabroso, Castro da Areosa, Monte de&lt;br /&gt;Santa Luzia, Monte de Roques, Carmona, Casto de Alvarelhos, Citânia&lt;br /&gt;de Paços de Ferreira, Cividade de Refojos de Basto, etc., mas na maior&lt;br /&gt;parte deles só uma escavação poderia mostrar que elas não faltam em&lt;br /&gt;nenhum5. Não só a forma das casas circulares, mas o seu aparelho, é&lt;br /&gt;tão semelhante, que se diriam feitas pela mesma mão.&lt;br /&gt;É bom repetir que os castros são avaros das suas relíquias. Em&lt;br /&gt;muitos toda a pedra de construção, que não ficou entranhada no solo,&lt;br /&gt;foi completamente varrida e aproveitada em vedações de terrenos&lt;br /&gt;vizinhos; noutros o mato e a urze esconde tudo. Se o terreno é estéril&lt;br /&gt;ou foi roçado de fresco, ainda que não apareçam vista sinais de&lt;br /&gt;construções, o que aparece infalivelmente são fragmentos de barro. Os&lt;br /&gt;mais salientes, e os menos importantes, são pedaços de telha&lt;br /&gt;romana6, e, não raras vezes, cacos de ânforas, também romanas; mas&lt;br /&gt;a cada passo se apanham outros fragmentos mais miúdos, de pasta&lt;br /&gt;mais grosseira, e que merecem atenção, porque, se são&lt;br /&gt;ornamentados, a sua ornamentação é idêntica à da cerâmica chamada&lt;br /&gt;dos dólmenes, e dominante em Sabroso; se são lisos, tanto pela sua&lt;br /&gt;composição, como pela forma da vasilha, que um resto da asa ou do&lt;br /&gt;bocal deixa adivinhar, encontram sempre similares noutros castros.&lt;br /&gt;É quase um milagre que o esquadrinhador paciente não&lt;br /&gt;encontre nos castros ou nos seus arredores alguma atafona de mão,&lt;br /&gt;5 Em muitos castros, onde nenhuns vestígios de construções se vêem, a existência de&lt;br /&gt;casas circulares tem-me sido atestada por pedreiros que aí têm trabalhado, e por&lt;br /&gt;jornaleiros, que as têm descoberto ao arrancar alguma árvore.&lt;br /&gt;6 Os tijolos, de que fala o sr. E. N. É mais raro encontrar Castros onde eles não&lt;br /&gt;aparecem do que o contrário. Isso porém não prova que as estações, em que esses e&lt;br /&gt;outros restos de indústria romana se descobrem, não sejam pré-romanas. Prova só&lt;br /&gt;que elas continuaram a subsistir depois da conquista romana. O ponto está resolvido&lt;br /&gt;pela comparação das explorações da Citânia e do Sabroso. Neste a influência romana é&lt;br /&gt;nula, naquela evidente; mas o tipo das duas povoações é exactamente o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;ou inteira, ou partida. Se à destruição dos homens escapou algum&lt;br /&gt;monumento de mais vulto, ele é sempre a confirmação da tese que os&lt;br /&gt;informadores antigos e a onomástica nos obrigaram a aceitar.&lt;br /&gt;Assim o castro de Santo Ovídio (Fafe) deu-me uma das&lt;br /&gt;chamadas estátuas galegas (que mais propriamente deviam ser&lt;br /&gt;chamadas lusitanas), e que, melhor que as suas parentas, nos&lt;br /&gt;reproduz a armadura, que, segundo Estrabão, era característica dos&lt;br /&gt;lusitanos. Em Refojos de Bastos, na vila, encontrei uma outra, que&lt;br /&gt;pertenceu certamente a um castro arruinado e que lhe fica próximo.&lt;br /&gt;O casto de Paços de Ferreira (Citânia) lá conserva uma&lt;br /&gt;inscrição num penedo, mencionando um NIMINID FIDVENEARVM, e eu&lt;br /&gt;creio que estas entidades têm direito a entrar no Panteão dos deuses&lt;br /&gt;célticos (sic) da Lusitânia antiga, como os outros deuses célticos, de&lt;br /&gt;que a epigrafia não dá conta, tanto a norte do Minho, como a sul do&lt;br /&gt;Douro. No mesmo caso está o DEVS DVRBEDICVS, cuja ara&lt;br /&gt;desprezada, felizmente com a inscrição para fora, encontrei na&lt;br /&gt;alvenaria da torre da igreja de Ronfe, entre os castros de S. Miguel&lt;br /&gt;(Oleiros), Castro de Oliveira e Monte da Senhora. No mesmo caso está&lt;br /&gt;o étnico. ONCOBRICENSÉS7, subentendendo uma cidade Oncóbriga,&lt;br /&gt;cujo último componente é vulgar em toda a antiga Lusitânia. No&lt;br /&gt;mesmo caso estão as inscrições achadas na Citânia. Os nomes de&lt;br /&gt;Camalus, Coronerus, Medamus, Aturo, Viriatus, Larus, Caturo, não&lt;br /&gt;desdizem nada dos nomes que nos oferece a epigrafia da Galiza e do&lt;br /&gt;sul do Douro.&lt;br /&gt;Notemos ainda os seguintes factos: o castelo de Vermoim dános&lt;br /&gt;uma grande pedra esculturada. O seu desenho é o&lt;br /&gt;desenvolvimento do mesmíssimo motivo ornamental, que se vê nos&lt;br /&gt;lavores da “pedra formosa” e noutras pedras desenterradas nas&lt;br /&gt;escavações da Citânia e de Sabroso. Na cividade de Âncora foram&lt;br /&gt;achadas algumas pedras do mesmo estilo ornamental, e uma delas é&lt;br /&gt;de imensa importância, por demonstrar a origem pré-romana dos&lt;br /&gt;7 Pode duvidar-se, se falta a primeira letra deste nome.” Creio que não. Para o fim, a&lt;br /&gt;que miramos, a coisa indiferente. A inscrição foi encontrada no castro do Freixo (Marco de Canaveses).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;célebres entrelaços irlandeses, com os quais tem incontestável&lt;br /&gt;analogia. Outros espécimes desta curiosa arte pré-romana não devem&lt;br /&gt;faltar nem na Galiza, nem para o sul da província do Minho. Não&lt;br /&gt;aparecem, porque ninguém os procura.&lt;br /&gt;Em Sabroso foi encontrada a cabeça dum animal, dum porco,&lt;br /&gt;parece, e vê-se que ela fazia parte dum corpo que não escapou à&lt;br /&gt;destruição dos montantes, uns sujeitos que desde tempos remotos&lt;br /&gt;tomaram à sua conta a devastação deste castro e de dezenas doutros.&lt;br /&gt;A brutesca figura devia ser de boas dimensões. Figuras idênticas são&lt;br /&gt;conhecidas no norte da Espanha, e devem existir igualmente para o sul&lt;br /&gt;do Douro, domo existem em Trás-os-Montes, porque para nós é de fé&lt;br /&gt;que a célebre porca de Murça e a ursa do pelourinho de Bragança são&lt;br /&gt;monumentos muito mais antigos do que geralmente se crê. Eu cito&lt;br /&gt;estes últimos factos, e podia aumentar a lista, no intuito de mostrar&lt;br /&gt;que há mais razões a favor do que contra, para acreditar que as&lt;br /&gt;explorações dos castros não desmentirão as inferências que o seu&lt;br /&gt;exame superficial e o seu aspecto uniforme sugere ao observador, no&lt;br /&gt;tocante à unidade da civilização entre os povos que os construíram.&lt;br /&gt;Há ainda dois factos genéricos que não posso deixar em&lt;br /&gt;silêncio.&lt;br /&gt;É raro o castro, onde não tenha encontrado as conhecidas&lt;br /&gt;fossettes dos franceses. São pequenas concavidades abertas na&lt;br /&gt;superfície das lajes ou dos penedos e cuidadosamente polidas. Em&lt;br /&gt;geral o seu diâmetro não excede polegada e meia, mas há-as muito&lt;br /&gt;maiores. Aparecem mais vezes em grupos que isoladamente. Os&lt;br /&gt;grupos não exigem número certo. Podem ser encontradas por três ou&lt;br /&gt;por duzentas, porque mais de duzentas contei eu já numa só laje.&lt;br /&gt;Frequentemente, a par destes sinais, encontram-se outros muito&lt;br /&gt;variados: ora uma cavidade tendo a forma duma pegada, não sendo&lt;br /&gt;raro ver duas pegadas a par; ora uma cavidade oblonga, já simples, já&lt;br /&gt;cercada por um ligeiro sulco. Com as covinhas, mas também noutras&lt;br /&gt;partes sem elas, acham-se círculos formados por um traço pouco&lt;br /&gt;profundo. Umas vezes os círculos são simples, e podem ter ou nád ter&lt;br /&gt;o ponto central; outras vezes são dobrados ou tríplices.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Os círculos aparecem quase sempre soltos, mas em Sabroso,&lt;br /&gt;por exemplo, encontram-se ligados por uma linha oblíqua, como em&lt;br /&gt;alguns ornatos de cerâmica pré-romana. Podem também aparecer&lt;br /&gt;isolados ou por grupos. Na Citânia há um grupo de dezoito. As suas&lt;br /&gt;dimensões são variáveis desde três polegadas até meio metro de&lt;br /&gt;diâmetro. Não é raro encontrar covinhas dentro dos círculos em&lt;br /&gt;posições excêntricas. Além das figuras circulares tenho encontrado,&lt;br /&gt;mas raramente, figuras quadradas e outras elipsóides, menos raras&lt;br /&gt;que as segundas. O círculo é às vezes singelo e tem uma linha que do&lt;br /&gt;centro se prolonga para fora da circunferência, terminando nas duas&lt;br /&gt;extremidades por uma covinha. Este sinal é sumamente curioso,&lt;br /&gt;porque, segundo alguns arqueólogos que têm visitado a Índia, ele é&lt;br /&gt;ainda aí usado. Tem o nome de Mahadeu, e relaciona-se com o culto&lt;br /&gt;de Siva.&lt;br /&gt;Isto traz-nos a outra gravura que examinei perto das ruínas do&lt;br /&gt;Monte da Saia, um suástica perfeito, associado com círculos&lt;br /&gt;concêntricos, covinhas e outras figuras já mencionadas acima. É a&lt;br /&gt;única suástica que tenho encontrado gravada em penedos8, mas um&lt;br /&gt;rapaz de Penselo traçou-me no chão um sinal que disse ter encontrado&lt;br /&gt;numa laje da beira cio rio Ave, e que, em vista da cópia, nenhuma&lt;br /&gt;dúvida deixa de ser um suástica tão perfeito como o da Saia. Estes e&lt;br /&gt;outros factos fazem-me crer que esta famosa cruz dos Índios não deve&lt;br /&gt;ser rara entre nós. Também não é rara a espiral ou linha enrolada,&lt;br /&gt;nem a cruz dentro do círculo, idêntica a outras que o sr. Mortillet&lt;br /&gt;reproduz no seu escrito: Le signe de la Croix avant le christianisme. Eu&lt;br /&gt;omito outras gravuras mais complicadas, onde predomina quase&lt;br /&gt;sempre a linha curva.&lt;br /&gt;Se estes sinais são simbólicos, como o pensam alguns sábios,&lt;br /&gt;todos eles pertencem com certeza ao mesmo simbolismo, a julgar pela&lt;br /&gt;sua associação. No Minho são eles vulgares; na Galiza igualmente,&lt;br /&gt;como se pode ver, entre outras, na obra do sr. Sivelo. Não pude&lt;br /&gt;encontrá-los nos castros dos arredores da Serra da Estrela; mas um&lt;br /&gt;homem muito competente nesta matéria, por ter gasto muitos anos à&lt;br /&gt;8 Suásticas de braços curvos, como as de Micenas, aparecem em Sabroso e na Citânia&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;procura de tesouros encantados, afirmou-me que círculos concêntricos&lt;br /&gt;não faltavam pelos sítios que ele percorrera, levado da sua mania9. A&lt;br /&gt;sua existência para o sul do Douro é tanto mais provável, que eles se&lt;br /&gt;encontram para o sul da Espanha, como o mostra o livro do sr.&lt;br /&gt;Gongora: Anteguedades d’Andalucia.&lt;br /&gt;Diremos de passagem que nos dólmenes do norte da Europa&lt;br /&gt;não são raras gravuras, muito idênticas às dos nossos castros. Esta&lt;br /&gt;observação leva-nos naturalmente ao segundo facto de que atrás&lt;br /&gt;prometemos ocupar-nos.&lt;br /&gt;Com o nome de mamoas são conhecidos na Galiza, no Minho e&lt;br /&gt;para sul do Douro uns certos monumentos a que não é possível hoje&lt;br /&gt;negar o carácter sepulcral. Acontece com as mamoas o mesmo que&lt;br /&gt;com os castros mais se procuram, mais se encontram. Eu escrevi já&lt;br /&gt;que estas sepulturas eram a última morada dos habitantes, dos&lt;br /&gt;castros. Vou repetir e ampliar as, minhas razões.&lt;br /&gt;As mamoas do Vale do Âncora ficam entre o Picoto dos&lt;br /&gt;Mouros, Santo Amaro, Castro de Riba de Âncora, Castro de Mouros e&lt;br /&gt;Cividade de Âncora. Conheço cinco no vale, tendo como certo que a&lt;br /&gt;cultura destruiu muitas outras, e conheço mais seis nos antigos&lt;br /&gt;caminhos, que do vale iam para Azevedo e para Caminha. As mamoas&lt;br /&gt;de Vila Chá (Barcelos), que são oito, ficam algumas muito perto do&lt;br /&gt;Monte da Cerca. As Mamoas de Laundos, sete, ficam próximas do&lt;br /&gt;castro que aí vi. As mamoas de S. Simão da Junqueira, duas (mas&lt;br /&gt;afirmam-me que há mais, que não tive tempo de examinar), ficam&lt;br /&gt;perto do Castelo de Casais. O castro de Sobreposta tem no pequeno&lt;br /&gt;convale, que o separa do Monte de Espinho, sete mamoas, e no&lt;br /&gt;convale oposto, que o separa do Monte de Picos, seis. Ao pé de Pena-&lt;br /&gt;Província, defronte de Lanhoso, há sete. No caminho que do castro de&lt;br /&gt;Santa Iria ia para Sobreposta, e não longe daquela estação, há quatro.&lt;br /&gt;A poucos passos de Sabroso há cinco. Parece-me inútil multiplicar os&lt;br /&gt;exemplos.&lt;br /&gt;Eu creio firmemente que todo aquele que estudar a posição&lt;br /&gt;das mamoas em relação aos castros não pode furtar-se à convicção de&lt;br /&gt;9 Para o povo, estes sinais são sempre dos mouros, e indicam tesouro perto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;que as duas espécies de monumentos estão inteiramente ligadas.&lt;br /&gt;Para mim é isso hoje uma verdade mais sólida do que um&lt;br /&gt;castelo roqueiro, mormente depois que a exploração de diferentes&lt;br /&gt;mamoas me fez ver em algumas pedras, que compunham caixas&lt;br /&gt;tumulares, cobertas por elas, as mesmas covinhas, e nas lajes&lt;br /&gt;próximas as mesmas gravuras, que já tinha observado nos castros, e&lt;br /&gt;depois que elas me forneceram alguns objectos que pude comparar&lt;br /&gt;com os dos castros. Estes objectos são, por via de regra, machadinhas&lt;br /&gt;de pedra e pontas de seta de sílex.&lt;br /&gt;Ainda não pude encontrar nos castros pontas de seta10; mas&lt;br /&gt;as machadinhas que tenho achado nas mamoas não fazem a menor&lt;br /&gt;diferença, nem pela forma, nem pela natureza da rocha, doutras que&lt;br /&gt;recolhi em Sabroso, na Citânia, no Monte da Senhora, no Castelo e em&lt;br /&gt;outros castos.&lt;br /&gt;Eu não sei que em vista disto se possa duvidar um momento&lt;br /&gt;se as mamoas são ou não as sepulturas dos habitantes dos castos.&lt;br /&gt;Não posso porém deixar de mencionar uma circunstância mais. Se a&lt;br /&gt;exploração dos castros mostra que as povoações pré-romanas&lt;br /&gt;continuaram, na sua grande maioria, a subsistir depois da dominação&lt;br /&gt;romana, como o provam os objectos de indústria romana, que aí se&lt;br /&gt;encontram, nomeadamente a telha de rebordo, fragmentos de telha da&lt;br /&gt;mesma qualidade, que tenho achado em mais que uma mamoa,&lt;br /&gt;provam do mesmo modo que estas sepulturas ainda estiveram em uso&lt;br /&gt;depois da conquista dos Romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guimarães, 20-11-83.&lt;br /&gt;10 Nas explorações de Tróia por Schliemann sucedeu o mesmo. O facto merece notar-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3745725543973972306-7545418196036237451?l=associacaoviagemaopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/feeds/7545418196036237451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3745725543973972306&amp;postID=7545418196036237451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/7545418196036237451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/7545418196036237451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/2009/05/castros.html' title='Castros'/><author><name>prevue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04915090667325725996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SfBM288nMWI/AAAAAAAAAAM/PlhRkzhM2W8/S220/sem+t%C3%ADtulo.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SglMPX1vGWI/AAAAAAAAAGU/_Mhqp8tYLpU/s72-c/Terrosol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3745725543973972306.post-7734563827397763918</id><published>2009-05-07T07:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T04:39:42.282-07:00</updated><title type='text'>Sepulturas Antropomórficas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SgLxz-D99-I/AAAAAAAAAFk/yBrWhCIvygA/s1600-h/1303_56_2548.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333090783895353314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SgLxz-D99-I/AAAAAAAAAFk/yBrWhCIvygA/s320/1303_56_2548.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As sepulturas abertas na rocha, normalmente cobertas por uma tampa ou talvez apenas por terra e pedras, destinavam-se a um ritual de inumação de um corpo que, na maior parte dos casos, não se fazia acompanhar de qualquer tipo de espólio.Cronologicamente a sua maioria insere-se entre finais do séc. IX e meados do séc. XI. Contudo, é globalmente aceite que, e ainda segundo Alberto del Castillo, a sua produção recue ao séc. VII. Quanto à tipologia podem assumir a forma não antropomórfica - ovalada, rectangular com laterais arqueados, trapezoidal - ou antropomórfica com algumas variantes no contorno da cabeceira e de todo o corpo, com ângulos rectos ou arredondados. As mais antigas poderão ser as não antropomórficas, surgindo as antropomórficas nos meados do séc. IX.Algumas apresentam ainda um rebordo lateral impedindo as infiltrações das águas e permitindo um melhor encaixe da tampa de cobertura. A implantação destas sepulturas verifica-se, regra geral, em locais destacados na paisagem sobranceiros a um largo horizonte, outeiros ou grandes afloramentos graníticos, normalmente associados a caminhos antigos. Revelador, por um lado, da não existência do cemitério paroquial e, por outro, o afastamento do espaço urbano, prática comum na civilização romana precedente.A orientação parece não obedecer a um padrão específico, podendo estar na sua génese a orientação canónica (O-E), bem como o local escolhido para a implantação da sepultura, nomeadamente, a inclinação, a fractura ou espaço disponível de um afloramento, ou mesmo o alinhamento com outras sepulturas.O estabelecimento de um quadro evolutivo destes enterramentos tem suscitado aberta polémica entre os medievalistas da Arqueologia, agravada que é pela falta de contexto estratigráfico, pela falta de testemunhos, fruto da violação dos tempos e do Homem a que foram votadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3745725543973972306-7734563827397763918?l=associacaoviagemaopassado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/feeds/7734563827397763918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3745725543973972306&amp;postID=7734563827397763918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/7734563827397763918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3745725543973972306/posts/default/7734563827397763918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://associacaoviagemaopassado.blogspot.com/2009/05/sepulturas-antropomorficas.html' title='Sepulturas Antropomórficas'/><author><name>prevue</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04915090667325725996</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SfBM288nMWI/AAAAAAAAAAM/PlhRkzhM2W8/S220/sem+t%C3%ADtulo.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_A1RzyvAPg0I/SgLxz-D99-I/AAAAAAAAAFk/yBrWhCIvygA/s72-c/1303_56_2548.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
